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Opinião

Há dias, numa sessão do nunca tão elogiado como merece Cineclube de Faro, fui ver o filme “Parasitas” que agora ganhou vários Óscares de Hollywood.

Exponho aqui um comentário motivado apenas por ter lido em apreciações de alguns dos nossos habituais críticos de cinema que se trata de uma “original forma” de apresentar a “luta de classes”.

Com as eleições de 6 de outubro a esquerda ficou mais fraca no Algarve. O Bloco, ao manter a sua representação parlamentar, surge como o grande referencial das aspirações, reivindicações e lutas dos algarvios, apresenta-se como a principal força de esquerda na região. A nossa principal bússola assenta nos programas nacional e regional, que se complementam. Acabada a geringonça, por vontade do PS e do PCP, o Bloco nada terá a temer, liderando a oposição e mantendo o seu rumo socialista, com coragem e determinação – naturalmente, com todos e sem esquecer as convergências possíveis à esquerda.

Neste aspecto devemos lembrar que o Algarve é uma enorme fonte de receitas para o País, e certamente conseguirá verbas para fazer face às hipotéticas despesas, acrescentando que deve surgir uma dinâmica de solidariedade para com as regiões mais desfavorecidas do todo nacional.

A votação do BE no Algarve é a 2ª mais alta do país (12,9%), logo a seguir a Coimbra (13,01%), o distrito da Marisa e do Pureza. Acho que merecemos uma medalha!

Nesse debate é importante afirmar que, perante as chantagens e boicotes da UE, pode ser necessário pôr em causa a permanência na União, e que, para o caso de nos forçarem a saída, ela deve ser desde já estudada e prevista. Como serão os episódios concretos dessa disputa, não sabemos. Até pode acontecer que, no meio de todas as contradições e divergências que hoje grassam na UE, esta se desagregue por si. Mas o que sabemos de certeza, é que se assim for, isso não irá trazer melhorias para os povos, antes os confrontará com novos e maiores ataques austeritários, medidas antidemocráticas e militarismos agressivos.

O QUE FAZ SENTIDO é pegarmos no conhecimento acumulado, na inteligência emocional, nos ares do 25 de Abril e continuarmos a construir juntos uma sociedade melhor para todas e todos nós!

A democracia não é uma casa sólida que habitamos desde o 25 de Abril, a democracia pode ruir a qualquer momento. Cabe-nos continuar a preservá-la, mudá-la e aguentá-la.

Só a construção de um programa mínimo comum para enfrentar a disputa geoestratégica das potências globais poderá trazer ao primeiro plano dessa disputa a acção própria e independente das esquerdas.

Mas, nos dias de hoje, chamar-lhes de centro, só se justifica se virmos a questão apenas pelo lado geométrico e linear.

Lamentável que tantos organizadores, apresentadores, comentadores, tudo tão inteligente, tão in e prá’frentex, tenham olimpicamente ignorado o colonialismo e os crimes israelitas, mesmo nas barbas dos assassinatos que, na fúria do momento, estão despudoradamente a cometer sobre as martirizadas populações aprisionadas na faixa de Gaza. O pacóvio deslumbramento de quem pensa que também é gente só porque, lá de longe em longe, os donos disto tudo lhe dão um ossinho a roer, para que eles possam continuar a abancar-se com o porco do dinheiro e do poder, também ajudou bem a esta cegueira indesculpável.

É necessário, investir mais na melhoria dos serviços públicos e na promoção de uma cultura politica virada para a cidadania.  Exigir a manutenção do sector da água no Estado. Criar condições para o envolvimento e auscultação das populações, técnicos e empresários no processo de revisão do PDM que se avizinha. Lutarmos, pela  descentralização administrativa de competências para as autarquias que não ponham em causa as obrigações sociais do Estado  e um tratamento igual para todos os cidadãos, independente do município onde vivam e pela criação de novos mecanismos para que as assembleias municipais sejam capazes de poder cumprir a sua função fiscalizadora da actividade municipal. E retomar o processo de discussão da reorganização das freguesias, consultando as populações, através do referendo local.

A causa palestiniana é uma das mais justificadas lutas de um povo, senão a mais baseada e de há mais tempo, no chamado “direito internacional”, mas que em contrapartida é a que menos se concretiza. Pelo contrário, é aquela que, paulatinamente, mais é destroçada e reprimida pelo estado colonizador, Israel, com a cumplicidade das potências que o sustentam (EUA em primeiro lugar) e a impotência ou o cinismo da restante “comunidade internacional”.

Presentemente, em Olhão, faltam casas para venda ou arrendamento e as poucas que existem atingem preços elevadíssimosComo satisfazer a necessidade de habitação dos jovens e das famílias mais carenciadas? Para resolver este problema tem que haver investimento municipal e vontade política para utilizar os instrumentos e condições disponíveis. É então possível minorar a grave carência de habitações com que atualmente os  olhanenses se vêm confrontados 

O turismo náutico é um tipo de turismo cada vez mais em moda e com tendência à massificação (…). No caso do projeto para Olhão, em que o porto de recreio e a área de navegação se encontram em plena Ria Formosa, colocam-se todos os problemas ambientais e socio-económicos que daí advêm (…): põe em risco o equilíbrio ecológico da área protegida da ria; (…) põe risco recursos de pesca com papel importante na economia local e qualidade de vida das populações; (…) prejudica a relação visual com a ria e a preservação da imagem global de açoteias e mirantes que identifica a cidade cubista; (…) implica a deslocalização de atividades tradicionais, o que irá destruir modos de vida únicos e autênticos que fazem parte de uma apropriação popular das zonas ribeirinhas (…) (VER ARTIGO COMPLETO NO INTERIOR)

Era uma vez dois príncipes que nasceram muito simpáticos para o povo (…). Um tornou-se rei com todo o aparato, pompa e reconhecimento dos donos do império (…), o outro diz que abandonou a corte mas conspira com castelhanos e afins aspirando lá voltar.  (…) Ser ou não ser rei, eis a questão. Mas cuidado que o descontentamento continua e a república espreita - a populaça quer é qualidade de vida para todos no reino de Olhão! (ver desenvolvimento no interior da página)

Foi vice-rei e agora é rei e rei quererá ser! (...) quer deixar marca – daí que o cognome seja o marcador. O Mandato que é reinado, o concelho que é feudo, o futuro que é visão divina de capricho e epopeia, o poder que é a corte e a embaixada mercantil de privilégio régio, os outros que são os súbditos, os vassalos ou os conspiradores das bombas, os viveiros, os resorts, as marinas e os hotéis que são os castelos e as coutadas, a postura que é a verdade absoluta de inspiração divina, superior, acolchoada no berço, nos secretismos iluminados e nos golpes palacianos de toda a estratégia e propaganda... (ver desenvolvimento no interior da página)

Artigo publicado no blog a contradição em 25 de maio de 2017.

A democracia é algo que se conquista, mas é um trabalho sempre inacabado, um caminho ainda por percorrer, um exercício permanente de vigilância e de defesa dos direitos conquistados.

Esperar-se-ia que vinda esta intervenção de uma das bancadas da oposição, esta se centrasse na enumeração de obras públicas, grandes e pequenas que ficaram por fazer, ou no enunciado exaustivo de apoios a grupos e coletividades que não foram concretizados, certamente que tal não seria tarefa difícil. Mas a divergência política vai muito além das listas de obras feitas ou por fazer, de subsídios distribuídos ou não distribuídos. A nossa divergência com a coligação que tem governado o concelho é tanto no campo das ideias como no das práticas.

Combater a abstenção é dar continuidade à democracia, o voto é a arma democrática de todo um povo, de todas e de todos a partir dos 18 anos de idade. É preciso que a sociedade e os poderes políticos façam mais pelos jovens, incentivando-os a irem votar e a participar na política, o mesmo sucedendo em relação a todos aqueles que deixaram de votar. 

Portugal precisa de propostas para recuperar o sentido de serviço público na ação política. Propostas que formule um novo horizonte para Portugal: um país soberano, aberto ao mundo, exigente na sua democracia, profundamente solidário, respeitador do ambiente natural, preocupado com a qualidade de vida dos seus cidadãos.

Que, assim sendo, os donos das fortunas, não são os seus verdadeiros donos porque as herdaram de quem roubou aos donos originais ou à natureza, as terras e as matérias; ou que criaram ou acrescentaram essas fortunas retendo para si e para o seu negócio os produtos resultantes do trabalho alheio.

Artigo publicado no blog a contradição em 1 de março de 2017.

Temos novos desafios, a descentralização, procurar alternativas à monocultura da turismo, Ambiente, educação, saúde, a gestão de uma divida monstruosa que vai permanecer, por mais de duas décadas, o que resta dela mal dá para assegurar os mínimos, de manutenção das infraestruturas, espaços públicos entre outros.

  Esta é uma candidatura de esquerda, popular e socialista e que apresenta 3 grandes objetivos: enfrentar com êxito um situacionismo pantanoso de 41 anos de existência sob a batuta do Partido Socialista; contribuir para a derrota de um populismo de direita que não olhará a meios para se afirmar; e alterar o rumo que tem grassado na Câmara nos últimos anos, sem receio e com determinação, de forma a que a cidade e todo o concelho pertençam a todos os cidadãos. Portimão também é gente!

Artigo publicado no blog a contradição em 29 de janeiro de 2017.