Na passada reunião da AM de Olhão (dia 28 de Novembro) foram aprovados contratos-programa com a Ambiolhão apesar do voto contra dos deputados do Bloco de Esquerda, o que coloca preocupações de transparência relativamente à grande parte dos fundos transferidos que, ao invés de contrapartidas justas pelos serviços ou actividades prestadas pela empresa municipal, parecem pretender colmatar a grave situação financeira em que a empresa se encontra – se foram transferidas atribuições, recursos e competências de cobrança para a Ambiolhão, os problemas de gestão e com obrigações próprias devem ser assumidos e, como tem sugerido o Bloco, declarada com urgência uma profunda reestruturação ou até a possibilidade de extinção mediante estudos prévios que se querem sérios e ponderados. Trata-se de travar o galopante aumento das taxas de fornecimento de água e resíduos urbanos que obriga os utentes a pagar pelos erros cometidos pela administração na gestão da empresa.
Por outro lado, os deputados do bloco votaram contra a aprovada devolução à Câmara de “bens” da referida empresa, facto que se enquadra na promiscuidade e consequente opacidade de atribuições – na verdade trata-se da devolução de encargos (execução ou ampliação de redes de drenagem que a empresa municipal não realizou, por exemplo na Urbanização João de Ourém ou na Ilha da Armona) fundamentais para o bem-estar das populações e que a autarquia se demite de concretizar.(VÊ NA ÍNTEGRA O TEOR DAS DECLAÇÕES DE VOTO)