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Executivo da AMAL actua à margem das decisões da sua Assembleia e dos interesses do Algarve

Na ultima sessão da Assembleia Intermunicipal do Algarve, realizada terça-feira dia 23 de Novembro, o Bloco de Esquerda, através do seu eleito naquele órgão, denunciou a actuação do Conselho Executivo presidido por Macário Correia, que contrariando a expressão de vontade da Assembleia Intermunicipal tem vindo a negociar com o Governo a introdução de portagens na Via do Infante em troco de algumas pretensas contrapartidas.

Recorde-se que a Assembleia Intermunicipal do Algarve aprovou em 28 de Junho de 2010 uma moção que, apresentada inicialmente pelo BE sofreu alterações introduzidas pelas demais forças politicas e, mereceu a concordância da esmagadora maioria dos seus membros, tendo sido aprovada com 58 votos a favor, uma abstenção e um voto contra.

O documento aprovado afirmava “de forma veemente, rejeitar a introdução de portagens na Via do Infante, que a serem introduzidas, prejudicarão gravemente as populações e a economia da região, em particular os trabalhadores e as empresas, agudizando a situação de grave crise que se abateu no Algarve”.

Ao mesmo tempo era reconhecido que, “a EN 125, mesmo requalificada, jamais representará uma alternativa à A22, dadas as suas características intrínsecas.”

Ainda na mesma Assembleia, o Bloco lamentou que a Comunidade Intermunicipal, por responsabilidade o seu Conselho Executivo, não exerça o que deveria ser a sua missão de articulação e promoção dos interesses da Região ao mesmo tempo que se alheia dos problemas sentidos por quem aqui reside e trabalha.

Num momento em que o Algarve vive o adensar de problemas económicos e sociais, resultantes da crise internacional e nacional, mas igualmente fruto de um modelo de desenvolvimento económico não sustentável, a Comunidade Intermunicipal não apresenta uma única linha no seu Plano para 2011 que defina a sua estratégia de actuação para, através da capacidade que deveria ter de intermediação, concertação, mobilização, trabalhar na construção de respostas ao crescente desemprego, à degradação da actividade económica, às carências de um número crescente de famílias. 

O Bloco de Esquerda –Algarve, rejeita o modelo de intervenção politica e de gestão que a maioria PSD/PS está a imprimir à Comunidade Intermunicipal e procurará contribuir para a mobilização dos Algarvios na exigência do que são os efectivos e legítimos interesses da população.

Ler aqui a acta de 28 de Junho de 2010.

Ler aqui a moção apresentada.