De acordo com o despacho do Governo que, no passado mês de novembro, concedia a tolerância de ponto no dia 30 de novembro, estava prevista a manutenção do serviço destes profissionais, sendo apenas possível gozar da tolerância após o Estado de Emergência ou de Calamidade. Acontece que, de acordo com o mesmo despacho, estava também previsto o pagamento desse dia como trabalho suplementar.
Porém, o pagamento feito a alguns profissionais da Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve ou não existiu, ou foi contabilizado como trabalho normal. Visto que esta regra foi aplicada corretamente a alguns profissionais de saúde, esta situação configura uma enorme injustiça para as enfermeiras e enfermeiros que se apresentaram ao trabalho e não foram remunerados corretamente.
Também os dias 7 e 24 de dezembro, igualmente abrangidos pela tolerância de ponto, não terão sido pagos como trabalho extraordinário, o que significa que estes profissionais foram prejudicados em 3 dias detrabalho.
É, por isso, necessário corrigir estas injustiças e garantir o pagamento do trabalho extraordinário a estes profissionais. O desafio que estes profissionais enfrentam aumenta a cada dia que a pandemia se agrava e a pressão física e psicológica é enorme. O mínimo que o Governo deve fazer é garantir que estas injustiças não desmotivam ainda mais os profissionais e criam mau estar num SNS já sob uma enorme pressão.
Atendendo ao exposto, e ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda vem por este meio dirigir ao Governo, através do Ministério da Saúde, as seguintes perguntas:
Palácio de São Bento, 21 de janeiro de 2021
Deputado(a)s
MOISÉS FERREIRA(BE)
JOÃO VASCONCELOS(BE)