O deputado João Vasconcelos, do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda, e outros membros da Comissão Coordenadora do Bloco Esquerda Algarve, reuniram-se com a Administração da Docapesca.
O Bloco, preocupado que está com a situação dramática que se vive na região do Algarve e com o impacto das restrições na atividade económica e no setor ligado ao mar e pescas, colocou as seguintes questões à Docapesca:
Com estas questões em cima da mesa, a Docapesca começou por dizer que a situação pandémica teve impacto profundo na atividade comercial na região, contudo a pesca foi uma atividade que conseguiu mitigar as perdas. No que diz respeito às empresas marítimo-turísticas, a Docapesca diz que alterou as licenças, passando as mesma a semestrais ao invés das anuais, e que está aberta a colaborar com todas as empresas que solicitarem ajuda, adiantando, no entanto, que era preciso ter conta conta a situação financeira da Docapesca.
Em relação ao dique junto à ria de Alvor, a obra arrancou em setembro de 2020, mas devido às vicissitudes da zona, o ritmo tem sido muito lento, contudo, espera-se que esteja concluída até ao verão.
Sobre a Área Marinha Protegida (AMPIC), a Docapesca informou que irá defender o interesse dos pescadores, não obstante da importância do projeto.
A Docapesca concorda com o Bloco de Esquerda no que se refere ao desassoreamento da barra de Tavira, Cabanas e Santa Luzia, mas diz que essa é uma matéria fora da sua alçada e da responsabilidade da DGRM.
Em relação a Vila Real de Santo António, foi referido que a lota movimenta um volume de negócio de cerca de 13 milhões de euros por ano e tem sido alvo de investimentos com vista à sua melhoria e modernização.
A Docapesca informou o Bloco de Esquerda que também vai investir nos portos de Lagoa (Arade) e de Lagos para melhorar as condições dos mesmos, bem como a requalificação e melhoria do porto a lota de Sagres, onde o pescado é de particular qualidade.
O Bloco questionou também a Docapesca no que diz respeito à venda direta dos pescadores do produto capturado, e esta disse que a venda direta vai contra a sustentabilidade das espécies e da atividade piscatória.
O Bloco terminou dizendo que defende a diversificação da atividade económica na região, e nesse sentido irá lutar pela melhoria das condições das atividades piscatórias como forma de combater a excessiva dependência do turismo.