23 de Novembro, às 17H30 no Jardim Manuel Bívar em Faro
De novo Gaza é bombardeada, resultando em dezenas de mortos, sobretudo mulheres e crianças, centenas de feridos e destruição das frágeis infraestruturas essenciais à sobrevivência do seu povo.
Não é uma novidade no quotidiano dos habitantes de Gaza, habituados ao arbítrio do governo de Israel que sempre que lhe convém dá ordem de marcha: toca a matar, destruir esses “terroristas”, cuja única culpa é não deixarem de existir e continuarem a exigir viver condignamente na sua pátria – PALESTINA.
Foram expulsos há 64 anos, com a criação artificial do estado de Israel, embora ao longo de todo esse tempo as instituições internacionais reconheçam o direito dos palestinos voltarem plenamente à sua terra. A ONU tem aprovado numerosas resoluções nesse sentido, ao mesmo tempo que condena Israel. Nenhuma foi acatada por este Estado.
Viver em Gaza é um inferno quotidiano: uma faixa de terra encurralada, onde vive 1 milhão e meio de palestinos, sem direito a circular nos territórios limítrofes e impedidos de receber ajuda por via marítima ou terrestre. É considerada internacionalmente como a maior prisão a céu aberto.
O ataque dos últimos dias caracteriza-se, como o de 2009, por ser maciço, brutal, arbitrário e desmesuradamente hipócrita. O número de mortes em Gaza vai em cerca de 150, quase todos civis, numa proporção de mais de 16 mortos palestinos por israelita morto. A desproporção vai aumentar. Em 2009 foi de 100 palestinos, para 1 israelita. Na passada quarta-feira, enquanto se ultimavam as tréguas no Egipto, em Gaza morriam mais 20 palestinos.
Nos dias anteriores ao cessar-fogo já tinham sido levados a cabo mais de 800 bombardeamentos com a utilização de armas novas e sofisticadas, aviões bombardeiros comandados à distância sem piloto (drones) e experimentação do escudo antimíssil contra os roquetes lançados pelo Hamas. Todo este armamento foi cedido pelos países ocidentais, sobretudo os EUA, fazendo do exército israelita um dos mais poderosos do mundo, massacrando uma população que não tem para onde fugir e que apenas se pode defender com pedras, armas ligeiras e roquetes artesanais.
No entanto, a maioria esmagadora das notícias da comunicação social enfatiza os rockets lançados de Gaza e quase ignora os bombardeamentos que resultaram em centenas de feridos e mortos e em destruição maciça. Mais uma vez a opinião pública está sujeita a relatos distorcidos ou mesmo a manipulação propositadamente desonesta.
Há quatro anos cidadãos de Faro resolveram manifestar o seu veemente repúdio pela ofensiva israelita de então, solidarizando-se com o povo de Gaza, bem como com todo o povo Palestino.
Também hoje, o dever de mulheres e homens de paz leva-nos a manifestar de novo a nossa indignação contra a prepotência cruel, vingativa, injusta e desnecessária do estado de Israel contra o povo de Gaza.
Apelamos ao fim dos ataques ao povo palestino, à libertação dos milhares de presos, ao fim das sanções económicas, à livre circulação das pessoas na sua terra e à demolição do muro do apartheid.
Nesse sentido, apoiamos a campanha internacional de boicote aos produtos israelitas e de todas as suas iniciativas no exterior e apelamos a que também no nosso País essa campanha se fortaleça.
SOLIDARIEDADE COM O POVO PALESTINO – ISRAEL FORA DE GAZA!