Share |

Comunidade Piscatória de Tavira em risco

O congelamento do porto de pesca de Tavira, o assoreamento da Ria Formosa, do Rio Gilão e da barra, assim como a excessiva burocracia para a prática da pesca, podem levar à extinção da ampla comunidade piscatória de Tavira. O alerta é dado por Cecília Honório, deputada do Bloco pelo Algarve, após a reunião com a Associação de Pescadores e Armadores de Tavira (APTAV).

“Esta comunidade piscatória corre o risco de vir a desaparecer se não forem tomadas medidas, designadamente aquelas que promovam a pesca e apoiem os pescadores e as suas famílias”, afirmou Cecília Honório, no sábado, à saida da reunião com a direcção da APTAV.

A deputada do Bloco mostrou-se preocupada com as inúmeras situações colocadas pelos pescadores. Todos os dias estes profissionais da pesca deparam-se com um cenário caótico no decurso do seu trabalho. Desde a falta de segurança nos portos de abrigo, ao assoreamento dos canais da Ria Formosa e do Rio Gilão, e à iminente derrocada do molhe nascente da barra, assim como o seu assoreamento, são razões para que os pescadores se sintam indignados.

O porto de pesca de Tavira é, para os pescadores das comunidades de Tavira, Santa Luzia e Cabanas, o projeto essencial para revitalizar e fazer crescer o setor da pesca no sotavento Algarvio. A construção desta obra, prometida há cerca de década e meia, conheceu recentemente um novo entrave quando o Secretário de Estado do Mar, afirmou, em visita ao Concelho, não haver verba disponível para a levar por diante, dada a situação de ajuda financeira em que o Pais se encontra.