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"A luta só terminará quando a cobrança de portagens estiver suspensa"

Realizou-se este sábado a sessão pública "Unidos Contra a Austeridade" que reuniu no Fórum Lisboa dirigentes do Bloco, do Podemos, do Syriza e ativistas de diversas lutas sociais.

João Vasconcelos, um dos rostos mais visíveis da luta contra a introdução de portagens na Via Infante de Sagres, corporizou o combate que "está quase a fazer 5 anos quando um grupo de algarvios se juntaram com um objetivo comum: travar a introdução de portagens na mais importante artéria de comunicação e transporte de pessoas, bens e serviços da região do Algarve".

Vasconcelos lembrou que durante este período "envolveram-se diretamente nesta iniciativa dezenas de cidadãos, de diversos quadrantes políticos, autarcas de todos os municípios do Algarve, deputados na Assembleia da República, empresários, dirigentes associativos, e, sobretudo, milhares de algarvios que participaram nas mais de 3 dezenas de ações de luta". Vasconcelos lembrou que a Comissão de Utentes da Via do Infante (CUVI) promoveu 2 petições à Assembleia da República que reuniram, no seu conjunto, mais de 25.000 assinaturas.

O rosto visível da CUVI assinalou a importância que este combate tem tido no seio da mobilização dos partidos da esquerda anti-capitalista, recordando o envolvimento do PODEMOS e da Izquierda Unida em vários ações de protesto, entre as quais, aquela "que teve lugar no passado dia 7 de fevereiro, envolvendo mais de uma centena de Portugueses e Espanhóis na Ponte Internacional do Guadiana."

Para Vasconcelos, a luta "só terminará quando a cobrança de portagens estiver suspensa e esteja garantida a remoção do pórticos da Via Infante de Sagres".

"Unidos Contra a Austeridade" é uma iniciativa do Bloco de Esquerda que reuniu dirigentes políticos e os protagonistas de várias lutas sociais, entre as quais, Deolinda Martim, professora, salientou o combate dos professores contra a prova de avaliação de conhecimentos e competências. Os desalojados de habitação própria tiveram voz por Diogo Duarte, ativista social, e, a precariedade laboral dos enfermeiros da linha saúde 24 foi corporizada por Márcia Silva, enfermeira.

Militantes e simpatizantes do Bloco encheram a sala do Fórum Lisboa para ouvir as intervenções de Catarina Martins, Marisa Matias, Rafa Mayoral do Podemos, e Costas Zacharidis do Syriza.