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Bloco quer parar encerramento da estação de CTT de Sagres

O Bloco de Esquerda quer saber se o Governo tem conhecimento do anúncio de encerramento da estação de correios de Sagres e se está disposto a instar a administração dos CTT a parar este encerramento.

Estas são duas de quatro perguntas feitas por um grupo de deputados do Bloco de Esquerda, entre os quais João Vasconcelos, eleito pelo Algarve.

A iniciativa parlamentar surge na sequência da aprovação pela Assembleia de Freguesia de Sagres de uma moção contra a intenção da administração dos CTT para encerrar a estação local e onde se manifesta claramente contra a alternativa encontrava, a qual passa pela transferência dos serviços para a junta de freguesia ou lojas de comércio tradicional.

Os parlamentares chamam a atenção que o encerramento desta estação junta-se a muitas outras, e todos este encerramentos agravam os problemas e as assimetrias territoriais começando a ser uma marca de esvaziamento dos serviços públicos prestados às populações e acentuando-se o isolamento das zonas mais afastadas dos grandes centros urbanos. O critério - o da rentabilidade - não se pode sobrepor às necessidades da população em geral, e continuamos a assistir a encerramentos de mais estações de correio a cada dia que passa.

Percebe-se que a verdadeira intenção da atual administração dos CTT é transformar a esmagadora maioria das estações de correios em agências bancárias do banco CTT, apostar nos segmentos mais lucrativos dos negócios que estão à volta dos CTT e levar a que seja o próprio Estado, através das autarquias, a assegurar aquilo que faz parte do ADN do CTT enquanto empresa centenária - o serviço postal universal.

A menos de 2 anos do fim do atual contrato de concessão, a administração dos CTT quer tornar este caminho irreversível. E, por isso, multiplicam-se os anúncios, e/ou encerramentos de dezenas de estações de correio, que muito além da lista das 22 anunciadas, e, tal como estas, violam, grosseiramente compromissos anteriormente assumidos com o Estado e com as populações.

Neste contexto, os deputados bloquistas, querem também saber de parte do Governo se este está disposto a forçar a administração dos CTT à reabertura das estações unilateralmente encerradas no ano de 2018, como de todas aquelas que já encerraram este ano, pois o alegado plano de "reestruturação" apenas serviu para degradar ainda mais o serviço público.

Mas, e porque para o Bloco o anúncio de encerramento em catadupa são absolutamente intoleráveis, na medida em que colocam as populações em sobressalto e parece integrar-se numa estratégia de lançar um alarme generalizado nas comunidades para que estas pressionem as autarquias a substituírem-se aos CTT na prestação dos serviços, os parlamentares bloquistas questionaram finalmente se o Governo considera que todos os exemplos "não são razões mais do que suficientes para que o Estado seja chamado a recuperar o controlo público do serviço público universal dos correios com a maior urgência possível".

Consulte aqui a pergunta dirigida ao Governo através do Ministro do Planeamento e das Infraestruturas.