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III Encontro Autarquico do Bloco de Esquerda

O Bloco de Esquerda, realizou no passado Sábado, 9 de Maio, no auditório da Biblioteca Municipal de Faro o III Encontro Autárquico do Algarve.

Fazer o balanço da actividade desenvolvida pelos seus 14 eleitos, em Assembleias Municipais e de Freguesia na Região, e perspectivar a intervenção eleitoral em 2009 foram os objectivos do Encontro.

Reconhecendo que a actividade institucional, nas Assembleias Municipais e de Freguesia é importante, ficou patente pelo conjunto das intervenções que ela não deve descurar, antes deve interligar e complementar, com o activismo social e político.

Por outro lado, essa actividade tem que ser publicamente divulgada. Deve ser dado conta de todo o trabalho desenvolvido quer junto daqueles que nos responsabilizaram, votando em nós, quer dos possíveis votantes e cidadãos em geral.

A necessidade de reforçar o apoio “técnico-político” para melhorar a qualidade da intervenção em determinadas matérias foi outro dos aspectos referidos na avaliação feita pelos participantes.

Trabalhar em função de uma agenda política, utilizando da melhor forma os períodos de antes da ordem do dia permite intervir sobre temáticas pretendidas, afirmando as ideias propostas do BE.

No período destinado à definição de perspectivas de intervenção eleitoral em 2009, foram referidos os compromissos que os candidatos assumem ao integrar as listas do Bloco, e apontados os grandes eixos temáticos que devem nortear a construção dos programas eleitorais e a futura intervenção dos eleitos: a defesa de políticas sociais, a promoção da participação dos cidadãos, o desenvolvimento assente nos princípios da sustentabilidade e a defesa da transparência na gestão das autarquias.

O Bloco de Esquerda/Algarve apontou ainda como seus objectivos, vir a concorrer nos Municípios onde já anteriormente havia apresentado candidaturas, nomeadamente em Portimão, Silves, Loulé, Faro, Tavira e Vila Real de Santo António, colocando-se ainda a possibilidade de outras candidaturas, nomeadamente em Olhão, Lagoa, Albufeira e Lagos, reforçando assim o número de autarcas eleitos.

O Bloco não concorrerá em Vila do Bispo, valorizando e apoiando a iniciativa de uma lista unitária de cidadãos – o Movimento Democrático Independente em torno da candidatura de José de Deus - apostada em mudar o rumo da gestão que tem dominado nos últimos anos aquele Município. Caso não avance com listas próprias em Albufeira, o Bloco poderá vir a apoiar uma lista independente local.

No Encontro foram ainda anunciados os cabeças-de-lista bloquistas a Vila Real de Santo António: José Dourado pela Câmara Municipal e Augusto Fonseca pela Assembleia Municipal.

Fernando Rosas, Deputado e membro da Comissão Politica do BE que interveio no início da tarde, sublinhou que estamos a iniciar uma campanha para três eleições. Dada a sua proximidade, todas elas se interligam e terão que ser vistas de forma articulada influenciando-se decisivamente. A política do actual governo tem que ser penalizada, porque antes da crise internacional já a crise estava instalada, e todos, governo actual e os anteriores estiveram com as politicas que estão na origem da situação que vivemos no presente.

Fernando Rosas procurou ainda desmontar toda uma campanha que procura desinformar os portugueses, sobre a nova lei do financiamento dos partidos:

 - não há mais dinheiro do Estado para os partidos, o único eventual acréscimo prende-se com o facto de os pequenos partidos poderem ser financiados em função da sua votação quando atingem 2% de votos, estando esta percentagem anteriormente fixada em 5%, criando-se assim condições para mais debate de ideias e diversificação de opções politicas; 

 - o dinheiro que entra nos partidos tem que ter uma origem definida, tem que estar titulado, no entanto supera-se algo de absurdo, é que como o montante para entrada de dinheiro “vivo” nos partidos era irrisório quando havia festas ou iniciativas de angariação de fundos, qualquer pequena despesa tinha que ser paga em cheque ou cartão de crédito, isto era impraticável.