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Confirmou-se falta de material na Unidade Hospitalar de Portimão

Foi confirmado pelo Ministério da Saúde a falta do material médico necessário à realização de uma cirurgia.

O caso reporta-se a abril deste ano quando uma utente se deslocou à consulta de dermatologia da Unidade Hospitalar de Portimão, agora integrada no Centro Hospital do Algarve (CHA), afim de ser sujeita a uma biopsia. Foi informada que não poderia ser dado seguimento ao procedimento médico pela falta do material necessário. O Conselho de Administração do CHA abriu um processo de inquérito com o propósito de apurar a responsabilidade médica, o qual foi arquivado,  embora tenha sido apontada a falta do material necessário à realização da cirurgia.

A resposta do gabinete do Ministro da Saúde foi conhecida agora e surge na sequência da pergunta feita pelos deputados do Bloco.

Segundo a informação colhida no momento, tinha sido instaurado um processo de averiguações a uma médica exercendo funções na Unidade Hospital de Portimão do CHA com base na informação dada a uma utente sobre os motivos para a não realização da biopsia: falta de material para a realização da mesma.

O Bloco de Esquerda considera que esta situação espelha a importância que a "lei da rolha" tem para o Governo, sobretudo quando transposta para o código de ética que pretende impor, impedindo médicos de divulgarem situações ocorridas nas suas unidades de saúde.

Os deputados do Bloco insistem que este caso deixa "bem claro que esta lei não deve existir" e (o código de ética) "configura o regresso a práticas bafientas com as quais um regime democrático decente não pode nem deve contemporizar".