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Bloco quer saber se Governo mantém confiança na administração do CHUA

O Bloco de Esquerda questionou o Governo acerca da demissão de três diretores do serviço de medicina interna do Centro Hospitalar e Universitário do Algarve (CHUA) o qual, e segundo o Sindicato Independentes dos Médicos (SIM), tem na sua origem a apresentação duma proposta por parte do Conselho de Administração do CHUA, para “excluir idosos dos cuidados de saúde que lhes são devidos e a que têm direito constitucional”, a qual foi considerada pelos profissionais médicos como “desumana e condenável”.

João Vasconcelos, Moisés Ferreira e Jorge Falcato, deputados do Bloco de Esquerda e autores da pergunta ao Governo, repudiam “em absoluto toda e qualquer tentativa de subtrair aos doentes os cuidados de saúde que lhes são devidos e dos quais necessitam”.

Os parlamentares bloquistas, considerando que “não é aceitável que os profissionais de saúde possam ser condicionados desta forma na sua prática clínica”, questionaram diretamente o Governo sobre se este confirma que o Conselho de Administração do CHUA sugeriu aos médicos que “refreassem” a realização de meios complementares de diagnóstico a idosos, e se o executivo de António Costa, confirmada aquela situação, mantém a confiança na atual direção do CHUA.

O CHUA é composto por três unidades hospitalares - Faro, Portimão e Lagos -, às quais se somam os Serviços de Urgência Básica (SUB) do Algarve e o Centro de Medicina Física e de Reabilitação do Sul (CMFRSul) em São Brás de Alportel. O CHUA presta cuidados de saúde a uma população de cerca de 450.000 pessoas, número que triplica na época alta turística.

Este centro hospitalar apresenta várias dificuldades e ineficiências, as quais são conhecidas: falta de profissionais, instalações deficitárias, sobrelotação dos serviços de urgência e de internamento, recurso sistemático a empresas de trabalho temporário para a colocação de profissionais, desestruturação das equipas clínicas, entre outros.

Os deputados do Bloco consideram urgente intervir nestes problemas, pelo que também questionaram o Governo sobre quais as medidas que têm vindo a ser implementadas para fazer face à falta de profissionais, qual o valor gasto nos anos de 2016, 2017, e nos meses iniciais de 2018, no recurso a empresas de trabalho temporário de colocação de médicos e enfermeiros, e quantas pessoas exercem funções no CHUA ao abrigo de contratos de emprego e inserção (CEI) ou contrato de emprego e inserção + (CEI+).

Consulte aqui a pergunta dirigida ao Governo através do Ministério da Saúde.