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Menos serviços de proximidade – Mais prejuízos para as comunidades

 

O Executivo da Câmara Municipal de Portimão vai reduzir em 50% o serviço de transporte público colectivo, designado de “Vai e Vem”. O corte será aplicado nas ligações, nos horários, nas paragens e prevê a suspensão completa do serviço nas ligações às localidades periféricas da cidade, durante os fins-de-semana, nos feriados e no período das férias escolares de Verão.

Serviço público de transporte colectivo drasticamente reduzido em Portimão

Das 17 ligações, em funcionamento desde o relançamento do serviço no ano de 2009, há actualmente apenas 13, sendo que as ligações às periferias da cidade passaram de quatro para duas o que acarretou um claro prejuízo para a população idosa, com maior dificuldade de locomoção; para a comunidade escolar que recorria a este serviço com a assiduidade necessária à sua autonomia e para os utentes em geral durante o fim-de-semana, altura de grande procura do serviço.

A Câmara de Portimão, maior accionista na empresa municipal gestora do serviço, Portimão Urbis, alega a situação financeira do município para justificar os cortes. E adianta que a as ligações serão mantidas caso seja assegurada a autonomia financeira do serviço.

Os utentes apontam como solução a reestruturação das ligações, designadamente no reforço das ligações em horas de ponta em detrimento daquelas que operam em período morto, em particular durante os dias da semana. A reestruturação justifica-se, pois o tecido empresarial e de serviços da cidade muda obrigando necessariamente a uma constante monitorização e adaptação dos percursos.

Os cortes cegos e com critérios unicamente economicistas denotam um claro prejuízo para as comunidades e para o ambiente contrariando a boa prática do recurso ao transporte colectivo.

Porém, a redução dos serviços prestados em 50% leva a que a Frota Azul (empresa que presta o serviço à autarquia) já dê como inevitável o despedimento colectivo de 30 trabalhadores o que fará engrossar as fileiras do desemprego no concelho e na região com a mais alta taxa de desemprego (20%)do País.

A precarização é outra das consequências imediatas, pois os funcionários que continuarem a laborar na Portimão Urbis poderão, dadas as longas paragens a que são obrigados, ter que fazer horários contínuos de 12 horas por dia.