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Sessão pública: Pelo fim dos massacres em Gaza

 

Realizou-se a 16 de Janeiro a segunda acção de solidariedade de cidadãos de Faro com a população de Gaza massacrada pela actual invasão das forças armadas israelitas.

A sessão pública decorreu no Clube Farense e foi iniciativa de um conjunto de cidadãos revoltados com a impunidade dos ataques e com os milhares de mortos e feridos palestinianos causados ao fim de um mês de bombardeamentos.

Foram oradores, representantes de várias organizações nacionais: Vitor Silva, pelo Conselho para a Paz e Cooperação, António Louçã do Comité de Solidariedade com a Palestina, Vítor Garrido do Forum pela Paz e Direitos Humanos e Manuel Raposo do Tribunal do Iraque. Falou também Radhouan Ben-Hamadou membro da Associação de Cultura Islâmica do Algarve, bem como o actor e músico Afonso Dias que leu poemas alusivos dos poetas Égido Gonçalves e do palestiniano Mahmud Darwish. A professora Eugénia Taveira moderou a sessão.

Estiveram presentes mais de uma centena de pessoas, entre elas muitos jovens e diversos imigrantes árabes residentes em Faro. Os oradores insistiram na desmistificação dos argumentos do governo israelita para justificar a invasão e criticaram a generalidade da comunicação social portuguesa que, sob a capa de uma falsa neutralidade, dá o mesmo relevo e responsabilidade tanto aos invasores como aos massacrados. 

Foi realçado que, mais grave do que a tremenda desproporção entre agressores e agredidos é o objectivo de fundo da invasão, que procura, com o bombardeamento indiscriminado de populações e infraestruturas, provocar o terror, o fim da resistência e o isolamento do Hamas, afinal o poder democraticamente eleito pelos palestinianos. O absurdo dos bombardeamentos e da invasão ficou ainda mais evidente pelo facto de Gaza ser um território pouco maior do que o concelho de Faro, mas onde vive cerca de um milhão e meio de pessoas, completamente encurraladas e cercadas por um muro de betão e impedidas de comercializar com o exterior, a comida, os combustíveis, os medicamentos, a energia. Bloqueio que o governo israelita iniciou e intensifica desde que o Hamas ganhou as eleições em Janeiro de 2006.

Estas e muitas outras questões foram debatidas e apresentadas, ora pelos membros da mesa da sessão ora pelos assistentes, que intervieram em grande número. Acentuou-se a importância de crescer a rejeição interna da população judaica à política sionista e a esperança nos movimentos de ambos os povos que defendem o diálogo e a convivência pacífica.

No final, manifestou-se um forte sentimento de solidariedade para com os habitantes de Gaza e o povo palestiniano, no incentivo a que mantenha a sua luta pela paz e pelo direito a um estado livre e independente. Os promotores da sessão apelaram à participação de mais cidadãos e entidades e afirmaram a intenção de prosseguir com novas iniciativas locais o apoio à causa da Palestina, pela Paz e pelo Desarmamento em todo o mundo.

Faro, 17/01/09

Os promotores da Sessão Pública 

“FIM AOS MASSACRES EM GAZA”.