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Os jovens vivem dias difíceis.

Os jovens vivem dias difíceis.

Muitos, devido a dificuldades económicas das suas famílias, vêem-se obrigados a desistir ou não prosseguir nos estudos. Outros, os que apostam na sua formação com grande investimento das respetivas famílias, não encontram saídas profissionais.

Milhares tiveram que emigrar.

O desemprego é, de facto, o maior problema do nosso País.

Ele rouba-nos a esperança, o sonho, a capacidade de nos projetarmos no futuro.

Sim, o desemprego é um problema que afeta os nossos jovens.

Sem emprego não se pode ambicionar a desvinculação saudável dos pais, a autonomia financeira, as escolhas conscientes, os projetos de vida que passam pela habitação, a constituição de novas famílias, as liberdades mais elementares.

Consideramos os direitos à habitação, mobilidade e cultura como fundamentais para a emancipação e crescimento de qualquer jovem.

A democracia faz hoje 42 anos.

Um jovem que tenha terminado os seus estudos superiores aos 22 anos de idade pode nunca ter tido um emprego razoável nos vinte anos da sua vida profissional.

A deterioração das condições de trabalho em Portugal acentuou-se muito.

As condições laborais degradaram-se.

A precariedade instalou-se.

Os direitos laborais foram severamente atacados.

Quantos de nós estão hoje a trabalhar mediante recibos verdes?

E em estágios passageiros e não remunerados?

E em contractos-emprego e inserção?

Quantos estão inscritos nos Centros de Emprego?

O maior desafio deste novo Governo, de acordo de incidência parlamentar, é o da criação de emprego. Com maior investimento público, através do apoio às pequenas e médias empresas, por meio de uma política fiscal que promova as políticas de empregabilidade.

E a nível local?

Digamos que a representação partidária dos jovens é ainda muito ténue.

Os jovens não são sujeitos a sufrágio, logo não estão nos locais de poder e decisão.

Cabe-lhes (e aos partidos) avançar nas suas lutas: direito à educação, direito à habitação, direito ao trabalho com direitos e em muitas causas que lhe dizem respeito: a igualdade de género, o meio ambiente, a defesa dos animais, a despenalização das drogas leves, para apenas citar alguns exemplos.

No concelho sabemos que têm a cultura nas mãos.

É de jovens que é feita a cultura do cinema, do teatro, da dança, da música no seio das associações em que participam ativamente.

São eles o fator de dinâmica local sobre o qual hoje fomos chamados a pronunciar-nos.

São eles que criam e agitam as águas.

E isso é fruto da democracia que convoca todos à participação, em liberdade.

Viva o 25 de Abril!

Viva a liberdade!

Viva a juventude!