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"Luto Ferroviário" junta mais de uma centena de pessoas em Faro

Mais de uma centena pessoas aderiram ao "Dia de Resistência e Luto Ferroviário" em Faro. O protesto, marcado pelas comissões de trabalhadores da CP, CP-carga, REFER e EMEF, aconteceu nas estações Ferroviárias de Porto-Campanhã, Coimbra-B, Entroncamento, Administração da CP, Barreiro e Faro.

Maquinistas e outros profissionais do setor sairam em protesto contra as medidas de redução de salários e pensões, contra a destruição da contratação coletiva e retirada de direitos, entre eles o direito de transporte como contrapartida de trabalho.

A manutenção na contratação coletiva é um dos pontos fundamentais das reenvindicações deste profissionais. Fazê-la cumprir é o garante contra o abuso de poder, os roubos do governo e a perseguição individual desencadeada pela administração da empresa.

O "Dia de Resistência e Luto da Família Ferroviária" é uma das iniciativas que saiu da reunião plenária de 6 de fevereiro, em Lisboa, onde também foram decididas outras ações, entre elas, a apresentação de providências cautelares, a criação e lançamento de uma petição pública pelo direito ao transporte  e a dinamização de ações convergentes, num quadro de uma semana de luta, para uma manifestação nacional a 9 de março.

O Sindicato dos Maquinistas (SMAQ) tem tido voz ativa em todas as iniciativas de protesto contra as medidas lesivas dos direitos contratuais. "Os maquinistas e o seu sindicato defendem um caminho de ferro com futuro e com melhores serviços prestados às populações em todas as regiões do pais. Contra a politica de desmantelamento da ferrovia que garante a mobilidade a que cada cidadão tem direito" afirmou Rui Serra, delegado sindical do SMAQ.