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Em Faro não houve avaliação de Professores

Cerca de centena e meia de professores manifestaram-se em solidariedade com os colegas

Os cerca de 300 professores inscritos em Faro para realizar, hoje, a prova de avaliação de capacidade  e conhecimento (PACC), não o fizeram por falta de condições.

Na Escola Secundária Pinheiro e Rosa, uma das duas escolas de Faro que acolheram a realização da PACC, o boicote partiu dos próprios docentes no momento em que a iam realizar. Já antes, junto à concentração à entrada da escola, muitos dos professores destacados para fazer vigilância tinham manifestado a intenção de fazer greve. Tanto avaliados e vigilantes manifestavam opinião contra aquilo que consideram a "divisão da classe docente em professores de 1ª e 2ª".

No exterior da escola, juntos desde as 8h30, centena e meia de professores, ativistas e dirigentes sindicais empulhavam pancartas e faixas, manifestando-se em solidariedade para com os docentes "sujeitos e coajidos a fazer uma prova injusta que mais não é que um bloqueio na carreira do ensino."

Na EB 2,3 Afonso III, a outra escola de Faro indicada para receber a prova, também se registou a falta de condições para a efetivação da PACC.

Segundo professores presentes, a direcção da escola requesitou os alunos do Curso de Educação e Formação (CEF) para o transporte de mesas para o refeitório da escola afim de garantir que a prova se realizaria, dado a falta de vigilantes, mas os jovens, solidários com a luta dos professores, viraram "ao avesso" mesas e cadeiras, inviablizando o seu uso.

Só perto das 12h foi confirmado, pela direcção da escola 2,3 Afonso III, que a PACC não se realizaria no dia de hoje.

Os protestos, iniciados às 8h30 junto da Escola Secundária Pinheiro e Rosa, partiu da iniciativa de um grupo de professores contratos, descontentes com as políticas educativas de Nuno Crato. A mobilizaram começou a ser preparada na segunda-feira e apelou ao recurso a faixas, pancarta, apitos, vuzuzelas e outros dispositivos sonoros como forma de protesto, reinvidicando a vocação formativa dos cursos de ensino que, segundo os professores, ironizando, perguntavam "se a formação que tiramos ao longo de 5 anos também é válida em Portugal?!"