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Eurodeputada atenta aos problemas ambientais

Ria Formosa em discussão. Eurodeputada Marisa Matias, Sílvia Padinha Presidente da Associação de Moradores da Ilha da Culatra e Alcindo Norte do BE Olhão.

Marisa Matias, candidata do Bloco de Esquerda às eleições europeias, esteve reunida no sábado, dia 21 de Fevereiro, com a Associação de Moradores da Ilha da Culatra, concelho de Faro. Em discussão esteve a recente reclassificação das zonas de produção de bivalves, alterada pela entrada em vigor do Despacho 15264/2013 de Novembro do ano passado. 

A adaptação da directiva comunitária prevê que - em função das amostras recolhidas - as zonas de extracção de amêijoas sejam classificadas como zonas A, B e C, sendo que na zona A os bivalves podem ser apanhados e comercializados para consumo directo; na zona B os bivalves podem ser apanhados e destinados a depuração e, na zona C, os bivalves podem ser apanhados e destinados a transposição prolongada ou transformação em unidade industrial. 

A obrigatória passagem pelas depuradoras (tal como sucede em zonas B e C) encarece o valor do produto e favorece a importação do mesmo colocando em risco um negócio que representa o garante da sobrevivência de cerca de 2000 famílias da Ilha da Culatra e de Olhão. 

O problema, segundo os dirigentes do Bloco de Esquerda de Olhão, reside “na urgente implementação de melhorias necessárias ao fundo de garantia salarial para estas famílias”.

Segundo os bloquistas, há que suspender a poluição que causa todos estes problemas. Sabe-se que há duas ETARS a descarregar directamente para a Ria e há também encaminhamento dos esgotos directos das habitações urbanas da cidade de Olhão. Urge, por isso, “suspender a reclassificação das zonas de extracção de bivalves, bem como construir novas estações de tratamento de águas residuais para poupar e preservar o ecossistema que é a Ria Formosa, classificada como Zona Natura 2000”, defendem os bloquistas.

A este propósito consultar o projecto de resolução número 914/XII do BE (link).