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Hoteleiros querem medidas para combater crise

 

A principal associação hoteleira do Algarve insiste na necessidade de implementação de medidas governamentais para ajudar a combater a crise no sector.

Em comunicado, a Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA) diz que intercedeu "mais uma vez" junto do primeiro-ministro, reforçando as propostas que já tinha apresentado em Janeiro.

No documento enviado ao Governo, a AHETA reconhece o esforço que tem vindo a ser desenvolvido, mas afirma que as medidas aprovadas são insuficientes para acudir às dificuldades das empresas.

Entre as propostas apresentadas está a criação de uma linha de crédito directa de médio e longo prazo (dez anos), dirigida especificamente para o sector no Algarve, no montante de 500 milhões de euros.

A linha deveria ser gerida directamente pelo Estado, via Turismo de Portugal, já que os financiamentos através do sistema financeiro não respondem "eficazmente" às necessidades empresariais, diz a AHETA.

A associação propôs ainda a aprovação de um plano que permita às empresas regularizar a médio e longo prazo (quinze anos), as dívidas à Segurança Social e ao Fisco, para poderem aceder aos incentivos do Estado.

A redução da Taxa Social Única em três pontos percentuais para todos os trabalhadores é outra das medidas propostas, a par da revisão da legislação que define os critérios de avaliação do património.

A AHETA propõe ainda a suspensão da aprovação do Código Contributivo ou um adiamento de três anos para a sua entrada em vigor e a abolição do Pagamento Especial por Conta (PEC).

Para a AHETA, a resolução dos problemas que o turismo do Algarve enfrenta "exige o empenhamento e concertação entre todos", isto é, sector público e privado, conclui o comunicado.