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Deputada do Bloco preocupada com falta de condições de segurança na escola de Vila Real de Santo António

 

Cecília Honório questionou o Ministério da Educação e Ciência sobre a falta de condições de segurança na escola secundária de Vila Real de Santo António.

Cerca de 900 alunos frequentam a escola sem as condições de segurança exigíveis para a prática da disciplina de educação física, como para o desenrolar das demais atividades letivas. Este cenário, traçado numa iniciativa promovida pelos órgãos de direção do agrupamento, em que o Bloco esteve presente, é consequência da paralisia da Parque Escolar. Esta entidade iniciou à 3 anos obras na secundária de Vila Real de Sto. António mas, por se encontrar em contencioso com o consórcio de empresas, deixou o edifício inacabado e sem requisitos de segurança. É a própria Proteção Civil quem dá conta desta situação num relatório da sua responsabilidade.

Para a prática da disciplina de educação física, os alunos tem de percorrer 1,5 Km a pé até ao pavilhão municipal. Esta situação coloca os jovens em risco mas não é a única, pois a maior parte das aulas é lecionada em contentores e o registo de infiltrações nas novas salas de aula é de tal ordem que leva os alunos a afirmar que “chove dentro das salas”.

Os monoblocos, que se destinavam a necessidades temporárias, por um período de 6 meses, continuam a ser as infraestruturas que albergam os serviços de reprografia e cantina, juntamente com as aulas. A cantina apenas tem condições para servir 180 refeições, num universo de cerca de 900 alunos, e o buffet está confinado a um espaço de 20 m2.

A deputada do Bloco de Esquerda exige que sejam adotadas medidas urgentes no sentido de criar condições de segurança e qualidade exigíveis para uma infraestrutura desta natureza, tal como conhecer qual o papel que o ministério de Nuno Crato assume numa situação como esta, relativamente à paralisação das obras e desqualificação do espaço, a qual apresenta riscos óbvios para a comunidade escolar da Escola Secundária de Vila Real de Santo António.

 

A pergunta dirigida ao Governo pode ler lida aqui.