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Bloco contra o uso do caranguejo na pesca do polvo

Foi entregue no dia 5 de Abril o projecto de resolução que recomenda ao governo a proibição da utilização do caranguejo verde como isco na captura do polvo.

Na sequência do alarme dado por várias associações de pescadores do Algarve, ao qualquer se juntaram biólogos e técnicos de ONGs ligados aos recursos marinhos, o Bloco de Esquerda entregou uma iniciativa parlamentar pela manutenção da interdição do uso caranguejo-mouro (também conhecido como caranguejo-verde) como isco vivo na pesca do Polvo.

Para os Deputados e Deputadas do Bloco, no momento em que está em causa a sustentabilidade da espécie e do ecossistema marinho, só pode haver garantias da sua preservação com a realização de um estudo detalhado sobre o estado das populações de polvo e de caranguejo-verde, da implementação de um período de defeso e do reforço das acções de fiscalização para o cumprimento das regras vigentes.

Segundo várias associações de pesca do sector no Algarve, a suspensão por um ano da proibição do uso do caranguejo-verde, dada pela portaria n.º 132/2011, de 4 de Abril, reflectiu-se na quebra acentuada de capturas de polvo. A esta situação junta-se o número excessivo de covos e o aumento de captura de juvenis (com peso inferior a 750 gr.) e consequente fuga à lota.

O prazo desta suspensão terminou no dia 5 de Abril e o Bloco considera essencial que a proibição se mantenha em vigor e que sejam realizados estudos e permitam implementar um período de defeso. Os estudos permitiriam conhecer qual o estado das populações de polvo e também do caranguejo-verde, que registou uma diminuição nas suas populações com prejuízo na qualidade dos habitats onde esta espécie de realizava uma importante função ecológica. 

Ler recomendação ao governo aqui.