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BE exige na Assembleia Intermunicipal do Algarve medidas de combate ao desemprego e à crise social no Algarve

À exiguidade das pensões de reforma e dos baixos salários da maioria dos trabalhadores da região, tem vindo a associar-se, nos últimos anos, um grande crescimento do desemprego e da precariedade que nem os períodos de Verão conseguem compensar.

São graves os seus efeitos sobre as condições de vida de milhares de famílias com reflexo no endividamento, na rescisão de empréstimos referentes a apartamentos comprados, desistência na frequência ou não pagamento da mensalidade de creches, etc. Acentuam-se situações ainda mais graves de pobreza envergonhada e de exclusão social com o aumento do número de crianças cuja única refeição diária é a que tomam na escola ou o aumento da frequência nos refeitórios das misericórdias e recurso aos alimentos recolhidos pelas várias instituições de apoio social.

Face a esta crise social são escandalosos e moralmente inaceitáveis os apoios que o governo central tem proporcionado ao sector financeiro.

As medidas do governo Sócrates/PS contidas no PEC – Programa de Estabilidade e Crescimento, irão penalizar e agravar drasticamente as condições de sobrevivência da população do Algarve, com incidência particular no grupo dos mais desfavorecidos.

Face a esta situação, o Bloco de Esquerda propôs que a Assembleia Intermunicipal do Algarve recomendasse um conjunto de medidas que, de forma articulada, pudessem ser tomadas pelas autarquias do Algarve e pelo governo, incidindo entre outras, em: recuperação dos parques habitacionais; criação de emprego na área da economia social; apoios à produção local; e alteração da lei das finanças locais, neste último caso, como forma de desincentivo à betonização e especulação imobiliária.

A conjugação de uma maioria PS/PSD, para derrotar este conjunto de propostas que pretendiam, sobretudo, chamar a atenção para que aos mais diversos níveis se adoptem de vez medidas que enfrentem a crise e respondam aos problemas das pessoas e da Região, mostram o seguidismo dos eleitos regionais face às politicas definidas centralmente por quem nos mal governa, em estreita aliança com quem nos quer governar mal, José Sócrates/Passos Coelho/ Paulo Portas. 

O Bloco lamenta, mas os seus eleitos não deixarão de se continuar a bater em defesa do que entendem ser importante para a Região e para a vida dos que aqui vivem e trabalham.