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Cecília Honório exige medidas para a protecção do Museu da Cortiça

 

A deputada eleita pelo círculo de Faro, Cecília Honório, questionou o Ministério da Cultura sobre o futuro do Museu da Cortiça, exigindo que sejam adoptadas medidas para a protecção e valorização do seu espólio.

O Museu da Cortiça encerrou oficialmente a 18 de Maio, Dia Internacional dos Museus, arrastado pela falência da Fábrica do Inglês, no concelho de Silves, distrito de Faro, desconhecendo-se qualquer iniciativa por parte das Direcções de Cultura e Turismo com vista a preservar um dos mais importantes pólos turísticos e culturais de Silves e com inestimável reconhecimento internacional, onde foram investidos 12 milhões de euros. A sua perda é uma perda para a história, para a cultura e para a indústria corticeira, pelo que o seu encerramento é inaceitável.

O insubstituível acervo, com exemplares do final do século XIX, não pode, em circunstância alguma, ser vendido a retalho ou alienado de uso público. Defender a manutenção do seu património é defender um dos mais importantes sectores da indústria portuguesa.

Assumindo a importância primordial que o conjunto patrimonial onde o Museu da Cortiça se insere – Fábrica do Inglês - tem na identidade local e regional, a deputada Cecília Honório defende que a preservação do seu núcleo central deve ser enquadrada num projecto de valorização efectiva e de projecção do mundo da cortiça.

A deputada do Bloco de Esquerda pretende ainda que o Ministério da Cultura esclareça se pretende proceder à classificação da Fábrica do Inglês, como garante da protecção e valorização do património nele contido, dado o seu indubitável interesse cultural «em termos dos valores de memória, (…) autenticidade, originalidade, raridade e singularidade» (ponto 2 do artigo 21º do Decreto-Lei n.º 309/2009, de 23 de Outubro). Todos os esforços devem ser envidados no sentido da protecção e valorização do valor cultural local, regional e nacional, do Museu da Cortiça.