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Bloco lança campanha pela desvinculação de Portugal do Tratado Orçamental

“Este é o primeiro dia em que lançamos uma campanha em todo o país para Portugal dizer não à austeridade", referiu Catarina Martins. Foto de Paulete Matos

O Bloco de Esquerda arrancou esta terça-feira com uma petição pública à Assembleia da República para a desvinculação de Portugal do Tratado Orçamental. Catarina Martins explicou que o Tratado Orçamental obriga o país a cortar anualmente o equivalente ao orçamento de toda a Escola Pública.

“Este é o primeiro dia em que lançamos uma campanha em todo o país para Portugal dizer não à austeridade. Há alternativa e ela constrói-se sendo capaz de dizer na Europa que Angela Merkel não manda aqui, que podemos ter uma Europa solidária e ter outra forma de utilizar a riqueza do nosso país” defendeu, no Chiado, em Lisboa.
Diversos militantes do Bloco, entre eles os deputados Pedro Filipe Soares, Mariana Aiveca e Mariana Mortágua, recolheram assinaturas a cidadãos para o documento e distribuíram um jornal gratuito, com uma tiragem de 200 mil exemplares, algo que também aconteceu noutros pontos do país.
“É uma petição em que pedimos a desvinculação do Tratado Orçamental, que é um instrumento que a União Europeia tem e obriga o nosso país a cortar no orçamento do Estado, a cada ano, 6.800 milhões de euros, o equivalente à Escola Pública inteira”, explicou a deputada.
Catarina Martins congratulou-se ainda pela possibilidade do Syriza poder vir a vencer o sufrágio legislativo, uma vez que continua à frente da Nova Democracia nas últimas sondagens, e haver, pela primeira vez, “um governo no Conselho Europeu a dizer não ao Tratado Orçamental e a lutar pela reestruturação da dívida dos países periféricos”.
“Vamos ter eleições na Grécia e a esquerda pode ganhar as eleições pedindo exatamente isto, para acabar com a austeridade. Na Irlanda também temos vozes cada vez mais fortes e é assim em Espanha. O que estamos a propor é que Portugal também diga que não à austeridade”, disse, acrescentando que o país "só tem a ganhar se souber acompanhar esse movimento europeu".
A petição também pode ser assinada online através do site peticao.bloco.org.

Artigo publicado no portal esquerda.net