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BE questiona Ministério do Ambiente sobre risco máximo de derrocada em seis praias da região do Algarve

 

Diversos técnicos têm alertado para as consequências da chuva e do vento, especialmente intensos este Inverno, na zona costeira algarvia, nomeadamente a libertação de grandes massas de rocha e terra, erosão e recuo acentuado das dunas. Segundo Sebastião Teixeira, geólogo da Administração da Região Hidrográfica do Algarve (ARHA), em 2010 o Algarve já teve «o dobro ou mesmo o triplo das derrocadas de um ano normal» num total de 25, sendo provável que o número aumente, uma vez que a monitorização ainda não se encontra finalizada. Delminda Moura, da Universidade do Algarve, salienta que «o problema é gravíssimo porque se criaram sapas (concavidades) na base de muitas arribas que ficaram com frente em falso e que podem colapsar», avisando que «há muitas zonas em perigo antes da época balnear (a 1 de Junho)». A geóloga frisa que «de Albufeira a Olhos d’Água é perigosíssimo», pois «a muito curto prazo vai pôr-se em causa a estabilidade das estruturas por cima das arribas».

Pese embora sejam, para já, seis as praias em risco máximo de derrocada, a ARHA prevê apenas intervenções nas praias do Inatel, Maria Luísa e Santa Eulália, no concelho de Albufeira, não se conhecendo qualquer operação nas denominadas por Baleeira e Burgau, no concelho de Vila do Bispo, e Vale Olival, no concelho de Silves.

Cecília Honório, eleita pelo círculo de Faro, pretende que o Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território esclareça quais os estudos desenvolvido para a identificação dos diferentes tipos de riscos, tal como previsto no âmbito da Estratégia Nacional para a Gestão Integrada da Zona Costeira, e que medidas urgentes e imediatas pretende o Governo desenvolver para garantir a segurança das/dos utentes das praias da região do Algarve.

Veja aqui as perguntas ao governo.