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Muitas greves, manifestações e concentrações marcam a luta de 1 de Outubro

Convocada pela CGTP e por sindicatos da Função Pública e de outros sectores decorreu, ontem, 1 de Outubro, uma jornada de luta contra o Código de Trabalho e a revisão do PS que ainda piora essa legislação laboral. 

Embora com uma expressão diversa consoante as sectores afectados, no Algarve à semelhança do resto do país, a greve na Função Pública foi bastante sensível em sectores como a educação e a saúde, onde muitas escolas encerraram ou funcionaram a “meio gás” e nos Hospitais de Faro, do Barlavento e vários Centros de Saúde em que grande parte dos enfermeiros e do pessoal auxiliar aderiu à greve. (Aliás, os enfermeiros realizaram a sua maior maifestação de sempre em Lisboa com todos os sindicatos do sector a participarem nas acções do dia.) Também bastantes conservatórias e finanças, bem como vários serviços das autarquias paralisaram ou reduziram muito a actividade.

Em Faro, por convocatória da União dos Sindicatos do Algarve, realizou-se um Plenário ao fim da manhã em que se referiram algumas das acções realizadas e reafirmaram os motivos deste dia de luta. Sobretudo, foi contestado o novo regime de contrato de trabalho na Função Pública que vai aumentar a instabilidade de trabalho nos serviços públicos, tornando mais fácil os despedimentos e diminuindo os direitos sociais. Foi rejeitada a precariedade crescente, nomeadamente em sectores como os enfermeiros e os professores, e reivindicados aumentos salariais acima da inflação ao contrário do que vem acontecendo em todos os anos deste século. Em declarações à C. Social, Carvalho da Silva revelou que Portugal é o único país dos 27 da União Europeia em que os trabalhadores estão há 3 anos consecutivos sem aumento real de salário.

Na imagem um momento do Plenário sindical realizado em Faro.